Mostrar mensagens com a etiqueta Sugestão de leitura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sugestão de leitura. Mostrar todas as mensagens

11 de junho de 2010

Sugestões de Leitura



Lars Kepler é a grande revelação do policial nórdico, e chega agora aos Açores o livro O Hipnotista, com a chancela da Porto Editora, que nos últimos anos tem apostado fortemente na área da ficção. O personagem do livro, Erik Maria Bark, é o mais conhecido hipnotista da Suécia, e tendo sido acusado de falta de ética, jura publicamente nunca mais praticar a hipnose. Só que a partir de um brutal homicídio perpetrado contra uma família, Bark terá de hipnotizar a única testemunha viva, um jovem de 15 anos, de nome Josef Ek, que se encontra hospitalizado e em estado de choque. É a própria polícia que solicita os seus serviços.
Também já chegou a Ponta Delgada a tão desejada continuação da saga Luz e Escuridão da norte-americana Stephenie Meyer. O novo livro tem como título A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, e os fãs desta autora vão ficar cativos desta história de Bree Tanner, uma personagem que surgiu no livro Eclipse. Tanner é um ser humano com sentidos ultra-desenvolvidos, reflexos sobre-humanos e uma força física incomparável. Esta é mais uma irresistível combinação de perigo, mistério e romance de Stephenie Meyer.
Por último na rubrica Livro Vintage, seleccionei o livro Crime e Castigo, do russo Fiódor Dostoiévski, por muitos considerado uma das maiores referências literárias de todos os tempos. Num estranho e doloroso mundo, Raskólnikov, um jovem que vive com muitas privações é a figura central de um romance de grande profundidade, intemporalidade e universalidade. O livro vai já na sua 7ª edição e foi traduzido directamente do russo para português pelo famoso casal de tradutores Nina e Filipe Guerra. A não perder.

21 de fevereiro de 2010

A sombra do que fomos, Luís Sepúlveda

Sou a sombra do que fomos e enquanto houver luz existiremos.

Tolerância e despreconceito (até daria um bom título de livro) das pessoas com ideias políticas à direita, são os condimentos para ler este último trabalho literário do chileno Luis Sepúlveda, um autor com ideias políticas bem vincadas à esquerda.
Para quem se deu já ao trabalho de folhear e ler Patagónia Express (ASA, Setembro de 1998), Diário de um Killer Sentimental (ASA, Julho de 1999), As Rosas de Atacama (ASA, Novembro de 2000), O Poder dos Sonhos (ASA, Setembro de 2006), desemboca neste A sombra do que fomos (Porto Editora, Outubro de 2009) e fica com a sensação de um Sepúlveda muito mais maduro. Ao atributo de ser um excelente contador de histórias, junta-se agora sobretudo a maturidade da sua escrita, impressionante do ponto de vista narrativo-argumentativo. Não acredito muito que este autor fosse capaz de escrever bons romances de 500 páginas, mas testemunho que é dos melhores contistas/novelistas de que tenho memória na conta dos livros lidos até à data.
O livro pinta-nos um cenário de decadência do Chile pós-Pinochet, quando um grupo de sexagenários ex-militantes de esquerda derrotados pelo golpe de estado do ditador, entretanto exilados, decidem fazer uma arrojada acção revolucionária, tendo esta falhado à partida.
Um texto de leitura rápida, em momentos imprevisível, noutros momentos desconcertante, o livro tem só 160 páginas, e embala-nos através de uma cadência comovente, como é capaz de nos despertar algumas gargalhadas.
Este livro é dedicado pelo autor às companheiras e companheiros que caíram, se levantaram, curaram as feridas, conservaram o riso, resgataram a alegria e continuaram a caminhar.

11 de fevereiro de 2010

Pensamentos de homem enquanto se barbeia

Nem cinco minutos depois, Zooey, de cabelo molhado e penteado, estava descalço diante do lavatório, com umas calças de algodão cinzentas, sem cinto, e uma toalha a cobrir-lhe os ombros nus. Um ritual prévio ao acto de fazer a barba já tinha sido realizado. Levantara parcialmente a persiana; deixara a porta entreaberta para que o vapor saísse e os espelhos ficassem desembaciados; acendera um cigarro, dera uma passe e colocara-o ao alcance da mão em cima da prateleira de vidro que havia por baixo do armário das remédios. Nesse momento, Zooey acabara de espremer creme de barbear para o pincel. Pousou a bisnaga, sem a fechar, num sítio onde não o estorvasse. Passou a palma da mão pela superfície do espelho, limpando a maior parte do vapor de água. Depois começou a aplicar creme na cara. A sua técnica era pouco habitual, embora idêntica em espírito à de fazer a barba. Isto é, se bem que olhasse para o espelho enquanto distribuía a espuma, não seguia os movimentos do pincel, antes observava directamente os seus próprios olhos, como se estes fossem um terreno neutro, uma terra de ninguém, na guerra privada que travava contra o narcisismo desde os sete ou oito anos. Agora, aos vinte e cinco anos, era muito possível que este pequeno estratagema fosse em grande parte um acto reflexo, como acontece com um jogador de basebol veterano, quando está no quadrilátero, a bater nos pitons das botas com o taco, seja isso necessário ou não. Não obstante, uns minutos atrás tinha-se penteado quase sem a ajuda do espelho. E antes disso, tinha conseguido limpar-se diante de um espelho de corpo inteiro, sem sequer se olhar nele.

J.D. Salinger, in Franny and Zooey

20 de novembro de 2009

Autores de Culto

Martin Amis, Dan Brown, Paul Auster, Haruki Murakami, Roberto Bolaño, Joseph O’Neill, William Faulkner, Gonçalo Cadilhe, Isabel Siltwell, Stephen King, Steve Lopez, Robert Wilson, Nadeem Aslam.

Por isso, Leitores, preparem-se porque a escolha vai ser difícil. A selecção é subjectiva e intransmissível, todavia opto pelo seguro, pelos autores que conheço e dos quais sou um incondicional leitor.

Haruki Murakami. Um inesperado regresso com um livro de memórias chamado Auto-retrato do Escritor enquanto Corredor de Fundo. Ora bem, a meu ver, corredor de fundo tem um duplo sentido: corredor enquanto praticante de jogging que busca pelo esforço e pela disciplina a perfeição física e mental, e enquanto escritor que regista a profundidade luminosa que é o ser humano. Um corpus de textos autobiográficos escritos em diversos pontos do globo que nos ajudam a conhecer melhor Murakami. No meio do texto imprevisivelmente surgem-nos fotografias do próprio autor a correr e a andar de bicicleta. Intrigante!

Paul Auster é outro autor de culto. Invisível é o nome do livro para este Natal, e que regista uma vez mais a paixão dele por Nova Iorque, pelo amor, pelas relações humanas. A história divide-se espacialmente por Nova Iorque, Paris e por uma ilha das Caraíbas, onde evolui um periclitante e perverso triângulo amoroso. O tempo vai de 1967 a 2007, um período de 40 anos, e não descarto a possibilidade deste ser mais um romance inspirado na própria vida do autor, pois 1967 marca aproximadamente a sua entrada na vida adulta, com todas as suas vicissitudes e contradições.

O livro Money, original de 1984, marca o regresso de Martin Amis às casas de livros nacionais, depois de London Fields. E se quisermos encontrar um rótulo para Amis, não ocorre outro do que genuíno. E genuíno porque Amis não esconde a perversa, por vezes escabrosa, dimensão humana que as suas personagens carregam. Um vocabulário preciso, imagens escorreitas, um fluxo de escrita vertiginoso, à boa maneira inglesa, fazem de Amis, embora a uma escala mais pequena, um autor de culto, tal como os já apresentados Murakami e Auster.

Um português também de culto, Gonçalo Cadilhe com o livro 1 Km de Cada Vez, definido como um livro sobre os encontros, as leituras, os lugares mais recentes de um viajante singular. São textos inéditos sobre as duas viagens às Galápagos, Sudoeste Asiático, América Central, etc. Quem não desejaria fazer tal coisa?É tempo de Leituras.

Façam como eu: página a página, um livro de cada vez.

19 de outubro de 2009

O Que Ler???

Vem aí uma ponta final de Outubro pródiga em livros, uma segunda volta de novidades para o catálogo de compras do Natal. Logo a abrir, Caim de José Saramago, fiel à sua Caminho, depois de, uma vez mais, ter incendiado as hostes católicas com considerações no mínimo polémicas em torno da Bíblia, do género “a Bíblia é um manual de maus costumes”. Chega-nos no decorrer da próxima semana. Atenção para O Mar em Casablanca de Francisco José Viegas, Porto Editora, com data prevista de apresentação em Ponta Delgada na próxima quarta-feira, e que marca o regresso do detective Jaime Ramos a uma investigação que se confunde com a sua biografia, escrito num registo cinematográfico e visual. Lá mais para a última semana, sairão dois verdadeiros pesos pesados: José Rodrigues dos Santos, sai na Gradiva Fúria Divina (título que esteve fechado na gaveta durante muitos meses), em mais uma mistura hábil entre ficção e realidade, que tem como pano de fundo um tema escaldante da actualidade; E Símbolo Perdido de Dan Brown, chancela Bertrand… É o regresso de Robert Langdon, o mais famoso investigador da literatura actual regressa para mais uma mirabolante e empolgante aventura que se passa em apenas 12 horas. Indo um pouco atrás, destaco ainda 2666 de Roberto Bolaño (Quetzal); o 27º livro do norte-americano, quase Nobel este ano, Philip Roth com Indignação (Dom Quixote); A Sombra do que Fomos de Luís Sepúlveda (Porto Editora) e o seu regresso feliz ao romance; uma reedição sempre oportuna com nova capa (mais bonita) de Porque Ler os Clássicos? de Italo Calvino (Teorema). E não posso deixar de lembrar da ASA, Tempo Perdido da açoriana Paula de Sousa Lima. A escolha, sendo difícil, é diversificada.

26 de setembro de 2009

A Febre Chegou: Bolañomania


O monumental romance póstumo de Roberto Bolaño, 2666, estará nas livrarias portuguesas a partir de 26 de Setembro, editado pela Quetzal e traduzido por Cristina Rodríguez e Artur Guerra. Bolaño é um autor chileno que viveu precisamente 50 anos (1953-2003). Em Portugal estão já traduzidos três livros de Bolaño: Nocturno Chileno (Gótica), Os Detectives Selvagens (Teorema) e Estrela Distante (Teorema). Há dois anos, os EUA descobriram a obra deste autor e assistiu-se a uma verdadeira “Bolañomania”, com o aplauso da crítica e das publicações especializadas (em 2007 o jornal “The New York Times” colocou Os Detectives Selvagens na lista dos cinco melhores livros publicados nos EUA). Aguardemos com a paciência dos deuses a chegada deste livro aos nossos escaparates.

16 de setembro de 2009

O Símbolo Perdido no final de Outubro nos Escaparates


Ora aí está quase a chegar aos Açores Robert Langdon perdido em mais uma emocionante investigação, que marca o regresso, quase seis anos depois de O Código DaVinci, de Dan Brown às livrarias de todo o mundo. A edição inglesa da Bantam Press já estava disponível há algumas semanas aqui, enquanto que a edição portuguesa deverá cair nas livrarias dia 29 de Outubro. Dan Brown saltou para a ribalta com Fortaleza Digital (Digital Fortress) em 1998, e foi com O Código DaVinci que conheceu um tremendo e avassalador sucesso, preocupando mesmo o Vaticano e a Igreja Católica não pelo enredo do livro em si, mas pela leitura que daí se fazia sobre questões consideradas inabaláveis. Controverso, pouco-amado nos ditos meios intelectuais por ser considerado um contador de histórias menor e com pouca arte literária (será porque se dirige e escreve para o grande público?), ele vem novamente para ficar. E não resisto pelo dia em que vou poder ter o livro nas mãos. Dentro de momentos, senhoras e senhores, O Símbolo Perdido de Dan Brown.

22 de agosto de 2009

Tenho um Fascínio Fatal pelo Japão e seus Autores




Se acham a devastação da vida de Michael Jackson, mesmo post mortem, uma excitação invulgar, ou as revelações de John Lennon recuperadas numa entrevista perdida sobre o fim da mítica banda dos betinhos ingleses, a ser publicada brevemente pela revista Rolling Stone, um facto que vai contribuir de sobremaneira para uma nova leitura da pop ocidental das últimas décadas do século XX, ou se prefere devorar a imprensa nacional de fim de semana em busca dos factos mais irracionais quanto possíveis do dia a dia dos cantidatos a 1ª Ministro, então não leia este excelente livro de Kazuo Ishiguro, japonês nascido em Nagasaki em 8 de Novembro de 1954 e educado desde cedo em solo europeu, mais propriamente inglês. O livro - quase me esquecia - chama-se Nocturnos, é uma edição da Gradiva, e é muito bom. Ou como diria alguém don't remember where or when: eu amei este livro!

19 de agosto de 2009

"The Dip" ou "O Ponto Morto"



Coloco o título em inglês, The Dip, por me parecer que é mais forte do que em português, O Ponto Morto. Edição da Lua de Papel, editora do grupo Leya, escrito por Seth Godin, o mais popular guru de marketing do mundo. Mais um livro sobre auto-motivação e gestão pessoal, que pretende orientar aqueles que se sentem frustrados com o seu trabalho, com a sua carreira, com até a sua relação amorosa. Apologia da desistência ou receituário para se tornar o melhor do mundo, Godin vai desvelando página a página um conjunto de conselhos, melhor diria dicas, de como mudar a sua vida e a sua carreira de uma forma totalmente inesperada e inovadora. Importantes os conceitos de: 1. ponto morto; 2. cul de sac; 3. penhasco.

15 de março de 2009

Novas leituras








Acaba de dar à estampa em Portugal pela Editora Bertrand o aguardado Assassínio Inglês do autor Daniel Silva.

Assassínio Inglês é uma história cheia de acção, em que Gabriel Allon, espião ocasional e restaurador de arte, se encontra a braços com uma acAdicionar imagemusação injusta de homicídio de um banqueiro milionário. A partir daqui, os acontecimentos precipitam-se em torrente, captando a atenção do leitor ao longo das quase 350 páginas. E não é por acaso que o autor, Daniel Silva, figura hoje entre os melhores autores vivos de espionagem internacional, tendo este surgido em plena ressaca depressiva de Dan Brown e o Código da Vinci, como recordarão os mais atentos.

Chegou também às bancas o novo livro de Maria Filomena Mónica. Depois do sucesso do autobiográfico livro Bilhete de Identidade, a editora Aletheia, muito bem dirigida por Zita Seabra, lança agora o livro Passaporte. Diz Maria Filomena Mónica que ao cair da noite, depois da melancolia, assalta-lhe o desejo de fugir, de escapar. E foi nessas andanças "viajeiras" que a autora foi a Granada, Cairo, Istambul, Hong Kong, Macau, Londres, Edimburgo, mas também Évora, Fátima, Tomar, entre outros locais. No regresso a casa somava um carimbo mais no seu extenso passaporte, título do livro, e a enriquecedora experiência de conhecer outros locais, gentes e culturas.

Já aqui falei anteriormente de um autor que figura na minha booklist de preferências, e que ao longo dos últimos 4 anos atingiu o estatuto de autor de culto um pouco por todo o mundo. É japonês, estudou teatro grego, foi proprietário de um bar de jazz, escreve muito bem, ou melhor, conta estórias muito bem, e por isso acumulou prémios. Eis Haruki Murakami.
Em quase todos os seus livros traduzidos em português, Murakami consegue casar magistralmente o realismo contemporâneo com o mágico oculto no fundo de cada uma das personagens, dando-lhes uma dimensão simultaneamente mítica e referencial.
A editora Casa das Letras, lançou mais um livro deste autor, A Sul da Fronteira, a Oeste de Tudo. Quanto à história do livro, bem… deixo a cada leitor descobri-la.