17 de outubro de 2009

E o resto é cantoria...


Há meses que vivemos debaixo de uma das mais longas e aborrecidas campanhas políticas. E como não bastasse o 3º acto eleitoral seguido (Europeias+Legislativas+Autárquicas) ter sido há apenas uma semana, nunca se escreveu tanto e pensou tanto sobre política nesta última semana: nos jornais, nos blogues, nos cafés. E, pelo andar da carruagem, o andor ainda via no adro, porque vamos ler e ouvir muito mais: as análises, as conjecturas, os cenários, quem venceu, quem perdeu, quem falou melhor, pior, quem se demitiu ou foi demitido, quem vai, quem fica.

Mas o que a maior parte das pessoas que fazem da política o seu ganha-pão não percebeu, é que a maioria das pessoas não se esforça por perceber isso; que a maioria das pessoas não acha isso uma boa ideia; que a maioria das pessoas deseja ter vidas mais calmas; que a maioria das pessoas não é assim tão curiosa; que a maioria das pessoas não pertence a esse pseudo-status quo decisório; que a maioria das pessoas deseja progresso social e económico através do trabalho útil. É nisso que eu - que faço parte dessa enorme maioria anónima - quero acreditar.

2 comentários:

Paula disse...

...que a maioria das pessoas deseja ver a cidade limpa dos cartazes da campanha :(

Gostei deste post em particular!!

Luís Almeida disse...

Felizmente que acabou. No entanto, vamos viver dias de grande instabilidade política no país. Um governo minoritário, nas actuais circunstâncias, é gado para abate. Aguardemos.